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Mulher finalmente consegue segurar a filha nos braços após enfrentar 23 perdas na gestação

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Aos 36 anos, Georgina O’Shea, moradora de Cork, na Irlanda, finalmente viveu a maternidade pela segunda vez, após uma jornada de 17 anos marcada por sucessivas perdas. Desde 2006, quando ela e o marido, Ken, decidiram buscar um irmão para o primogênito Leon, o casal enfrentou 23 interrupções involuntárias de gravidez. O ciclo de decepções incluiu tratamentos com esteroides, procedimentos cirúrgicos no útero e consultas com especialistas nos Estados Unidos, mas nenhuma intervenção apresentava resultados positivos.

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O cenário se tornou ainda mais desafiador em 2020, quando Georgina sofreu uma gravidez ectópica. A emergência resultou na remoção de uma de suas trompas de Falópio e deixou a outra com cicatrizes, levando médicos a afirmarem que uma nova concepção seria improvável. No entanto, em setembro do ano seguinte, Georgina se deparou com o 24º teste de gravidez positivo. “Bem, os médicos estavam errados nesta, apesar de ter apenas uma trompa cicatrizada, um pequeno óvulo conseguiu lutar para passar e chegar ao útero”, relembrou.

Diferente das experiências anteriores, a gestação progrediu. O momento decisivo ocorreu durante um exame de ultrassom, quando o casal ouviu o som que esperava há anos. “Houve o som mais maravilhoso… um pequeno ‘whoosh whoosh’ no exame. Era um batimento cardíaco.Eu não ouvia um daqueles há anos e anos. Foi incrível. Eu explodi em rios de lágrimas”, contou Georgina.

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A bebê Rylee nasceu em maio do ano passado, pesando cerca de 3,3 kg (7lb 6oz). Georgina mencionou que a gestação bem-sucedida ocorreu após ela ter tomado a vacina contra a Covid-19, embora não saiba se há relação direta. “Se a vacina da Covid ajudou ou não, eu não sei. Mas foi certamente um milagre que eu perdi 23 bebês e depois tive minha linda filha contra todas as probabilidades”, afirmou a mãe. Para ela e Ken, a chegada da filha representa o fim de um longo período de incertezas e a realização de um sonho que parecia impossível.

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