Lance seu negócio online com inteligência artificial e comece a ganhar dinheiro hoje mesmo com o iCHAIT.COM

Para se proteger, mulher passa anos vivendo como menino no Afeganistão

Date:

 

A ativista Nilofar Ayoubi, de 27 anos, foi agredida ainda na infância nas ruas de Kunduz e passou a viver disfarçada como menino por cerca de 10 anos por decisão da família. O caso ocorreu durante o período inicial do regime do Talibã no Afeganistão.

Segundo relatos, Nilofar tinha apenas 4 anos quando foi abordada por um homem que a apalpou em busca de sinais de feminilidade e ameaçou atacar sua família caso ela não utilizasse véu. Após o episódio, o pai decidiu cortar seu cabelo e fazê-la viver como um menino para protegê-la.

++ Éder Militão marca na volta ao Real Madrid, mas time perde para o Mallorca

Durante esse período, ela passou a ter acesso a atividades e liberdades que não eram permitidas às meninas. “recebeu o mesmo tratamento que os irmãos”. Em entrevista à BBC, ela relembrou: “Podíamos caminhar quilômetros e quilômetros. Íamos de carro para assistir a esportes, tínhamos amigos na vizinhança e ficávamos o tempo todo brincando na rua”.

A mudança ocorreu aos 13 anos, quando Nilofar teve a primeira menstruação. Ela relatou o impacto do momento: “tanta raiva por ser mulher que, à noite, chorava na cama”.

Com a queda inicial do regime talibã em 2001, ela conseguiu frequentar a escola e manteve bom desempenho acadêmico. Já adulta, aos 19 anos, casou-se e posteriormente construiu negócios nas áreas de moda, mobiliário e design de interiores, empregando mulheres. No auge, chegou a ter cerca de 300 funcionários.

++ Junior Pena é solto nos EUA após dois pedidos de fiança negados e promete revelar bastidores da prisão

A situação voltou a mudar em 2021, quando o Talibã retomou o controle de Cabul. Nilofar deixou o país com a família após receber ajuda internacional. Ela contou: “Durante uma entrevista a um jornalista polonês, fui questionada se estava em alguma das listas de evacuação do país. Respondi que não. Ele pediu um tempo e, quando ligou novamente, disse que havia um avião da Polônia que, talvez, conseguiria nos tirar do país”.

Três dias depois, ela chegou à Polônia, onde iniciou uma nova fase. Desde então, passou a atuar como defensora dos direitos humanos, participando de eventos em países como Bélgica, Alemanha e Estados Unidos.

Ao falar sobre sua trajetória, afirmou: “Não quero ser alguém que nasceu, viveu alguns anos e morreu sem contribuir com nada”.

Share post:

Assine

Popular

Notícias Relacionadas
M5PORTS

Translate »