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Junior Pena nega motivação política em prisão nos EUA e fala sobre saída voluntária

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Após semanas de repercussão sobre sua prisão nos Estados Unidos, o influenciador brasileiro Junior Pena se pronunciou e apresentou sua versão dos fatos nesta terça-feira (7/4). Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias, acompanhado da advogada Dra. Selenia Destefani, Junior negou que sua prisão tenha relação com política, criticou a forma como o caso foi divulgado e explicou que optou pela chamada saída voluntária no processo migratório.

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O influenciador brasileiro foi detido no final de janeiro por agentes do serviço de imigração americano (ICE) e permaneceu cerca de dois meses sob custódia em Nova Jersey. O caso ganhou repercussão nacional e internacional, principalmente após associarem sua prisão a declarações antigas em que teria demonstrado simpatia pelo ex-presidente Donald Trump.

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“Eu não sou trumpista”, afirmou Junior. Segundo ele, essa associação veio de um vídeo antigo, gravado há cerca de quatro anos, no qual comentou aspectos econômicos do primeiro mandato de Trump. “Meu conteúdo não é sobre política. Eu só falei uma vez, antes do presidente atual assumir, quando me perguntaram se eu era a favor do Biden ou do Trump. Respondi que era do Trump porque, no primeiro mandato, ele foi muito bem na parte financeira – e atire a primeira pedra quem nunca mandou um dólar para o Brasil e chegou lá cinco vezes mais, durante o primeiro mandato dele. Essa foi minha resposta. Com isso, os haters começaram a pegar meu vídeo antigo e repostar”, explicou.

O influenciador também negou que tenha sido preso por questões ideológicas. “Não apoio nenhum dos lados, sou trabalhador. Sobre minha prisão, fui detido por estar como imigrante irregular no país. Não fui preso por ser trumpista. Isso foi fake news, inventado por algumas pessoas. Você não vai achar vídeo meu dizendo que sou trumpista”, declarou.

Junior também afirmou que assume a responsabilidade pela situação migratória: “Vejo minha prisão como algo normal. Eles estavam fazendo o trabalho deles, eu entrei no país de forma irregular e paguei por isso, né? Por ser um imigrante irregular. Mas prefiro ser reconhecido por isso do que por ser alguém que dá calote ou rouba pessoas. A comunidade brasileira, aqui fora, é muitas vezes vista assim; por passar os outros para trás, por prejudicar os outros”.

Prisão, rotina e impacto psicológico

Durante a entrevista, Junior relatou como foi o momento da prisão. Segundo ele, a abordagem aconteceu por agentes enquanto ele saía para comprar café. “Quando saí da loja, vi dois carros de vidro escuro. Achei estranho, mas continuei meu caminho. Não deu cinco minutos, já estava indo embora, eles me pararam. Saí do carro, eles checaram meus documentos e falaram: ‘Você está preso’. Eu disse: ‘Vamos embora então’. Aceitei sem resistência e fui para a prisão”, contou. Perguntado se os agentes explicaram o motivo da prisão, Junior disse que não houve explicação.

O período de detenção durou 62 dias. Segundo ele, foram dias difíceis e que ainda refletem em sua saúde mental. “Fui preso no dia 31 de janeiro, fui solto na última sexta-feira. Foram dias complicados, mas também de aprendizado. Ainda estou me recuperando, porque não foi fácil. Lá, eles controlam tudo, menos seu psicológico, porque não podem controlar seus pensamentos. Mesmo assim, às vezes acordo achando que ainda estou lá. Ainda estou me recuperando”, relatou. Mesmo assim, afirmou que encara o episódio como um aprendizado. “Tudo tem seu propósito”, disse.

Defesa jurídica e esclarecimentos

Durante a entrevista, a advogada Selenia Destefani afirmou que existem muitos equívocos sobre o caso de Junior. Segundo ela, o influenciador não cometeu crimes nem perdeu prazos judiciais. “Ele não cometeu crime algum, não perdeu nenhuma audiência. Eu não era advogada dele antes da prisão, mas revisei o processo. O caso foi encerrado, então não houve violação de trânsito. Junior tem ficha limpa”, destacou.

De acordo com a defesa, a demora na liberação ocorreu por questões administrativas do sistema judicial de imigração, incluindo a falta de um juiz designado para o caso em determinado momento.

A advogada também explicou que existem dois processos distintos no caso de Junior: um processo migratório e um pedido federal de habeas corpus. Segundo ela, a soltura aconteceu por decisão relacionada ao habeas corpus, e não diretamente ao processo migratório; por isso a confusão com o termo “deportação”.

“O Junior foi detido no mesmo dia em que entramos com o habeas corpus. No mesmo dia, ele já tinha esse habeas corpus pendente e, no dia seguinte, saiu uma ordem de restrição contra o ICE para transferência fora do estado. Mas, infelizmente, as cortes demoram. Então, ele decidiu, no processo migratório, optar pela saída voluntária. Isso não tem relação com a liberação dele. O governo não queria liberá-lo”, explicou a advogada.

Junior também criticou a cobertura do caso e a postura nas redes sociais. Segundo ele, informações distorcidas e vídeos antigos foram usados fora de contexto, o que prejudicou principalmente sua família. “Eu só me preocupava com minha mãe. Ela já é idosa, tem 77 anos. Quando eu ligava e ela chorava, isso me machucava muito”, contou. Ele também relatou incômodo com a exposição de imagens de uma audiência judicial. “Isso é crime federal”, ressaltou a advogada.

Trajetória e atuação na comunidade

Junior Pena construiu sua base nas redes sociais com conteúdos voltados para a comunidade brasileira nos Estados Unidos, tratando de temas do dia a dia e entrevistando imigrantes. Segundo ele, parte de sua atuação sempre foi ajudar brasileiros no exterior, mesmo que isso não fosse muito divulgado.

“Aqui nos Estados Unidos, me dediquei a ajudar imigrantes. Diversos corpos de brasileiros que faleceram aqui, eu organizei vaquinhas, perdi noites de sono… Rifas para mandar para o Brasil, pessoas doentes, pagando aluguel. Mas não estou aqui para me exaltar, só quero mostrar que às vezes o tombo é necessário para você ver quem realmente está ao seu lado”, declarou.

Atualmente, Junior segue nos Estados Unidos. Ele foi solto na última sexta-feira (3/4), após decisão da Justiça federal.

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