O caso do acidente envolvendo um Porsche no Túnel Ayrton Senna, em São Paulo, começou a tomar rumo judicial nesta quarta-feira (15/4). A Polícia Civil decidiu indiciar por fraude processual o jovem apontado como verdadeiro motorista, Guilherme Machado, e também sua mãe. Depois de tentar enganar as autoridades, Guilherme responderá criminalmente por ter fugido do local e por dirigir com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida.
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A decisão da polícia acontece em meio a versões conflitantes. Na delegacia, a mãe de Guilherme, enfermeira de 43 anos, tentou assumir a responsabilidade. Ela afirmou que estava dirigindo após buscar o filho e uma amiga em uma balada na Vila Nova Conceição, com destino ao Guarujá, litoral de São Paulo.
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A mulher explicou que perdeu o controle do veículo por não estar habituada com o carro, adquirido há um mês e meio. Ela negou que estivesse participando de um “racha” ou que tivesse fugido do local. Conforme informações do G1, o depoimento da enfermeira foi contradito por relatos de vítimas e testemunhas.
O casal de comerciantes que estava no Fiat Palio atingido afirmou que Guilherme era quem dirigia. As vítimas disseram que o jovem saiu do Porsche junto com uma mulher, apresentava cheiro de álcool, havia garrafas de bebida dentro do carro e fugiu cerca de uma hora depois, sendo resgatado por outros veículos e pela própria mãe.
Uma equipe da Globo que acompanhou o resgate durante a madrugada também confirmou que a enfermeira não estava no local do acidente. Imagens de câmeras de segurança do túnel complicam ainda mais a situação de Guilherme, pois mostram três Porsches passando em alta velocidade antes da colisão, reforçando o relato das vítimas de que o grupo participava de uma corrida ilegal.



