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Beast Industries rebate acusações de Lorrayne Mavromatis e nega irregularidades em processo nos EUA

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A Beast Industries se pronunciou sobre o processo movido pela brasileira Lorrayne Mavromatis e negou todas as acusações feitas pela ex-funcionária. Em resposta enviada por e-mail ao portal LeoDias nesta quinta-feira (23/4), a empresa classificou a ação como uma tentativa de buscar visibilidade e afirmou possuir provas que contestam o relato apresentado na Justiça dos Estados Unidos. Além disso, uma representante da empresa detalhou diversos pontos que, segundo ela, contradizem as alegações feitas por Lorrayne.

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No posicionamento, a empresa vinculada ao youtuber MrBeast afirmou que a denúncia foi baseada em “interpretações errôneas deliberadas” e “relatos categoricamente falsos”. Segundo a companhia, há um volume significativo de evidências, incluindo mensagens internas, documentos corporativos e depoimentos de testemunhas. De acordo com a empresa, essas provas desmentem totalmente as acusações.

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A Beast Industries também adotou um tom mais rígido ao afirmar que não pretende “se submeter a advogados oportunistas” que, segundo a empresa, estariam tentando obter vantagens financeiras com o caso. A companhia ainda sustenta que a saída de Lorrayne aconteceu durante um processo de reestruturação interna, negando qualquer ligação com denúncias feitas anteriormente pela ex-funcionária.

Ainda segundo a representante que conversou por telefone com a reportagem, Lorrayne tinha conhecimento das políticas internas e das normas da empresa desde o início de sua contratação. Ela teria, segundo a empresa, assinado documentos equivalentes a termos e condições corporativas, incluindo políticas de licença e conduta, e esses registros são atualizados periodicamente. A representante afirma que há comprovação de que Lorrayne renovou essa assinatura poucos dias antes de dar à luz.

Outro ponto abordado envolve a acusação de ter sido obrigada a trabalhar durante a licença-maternidade. A empresa alega possuir registros que mostram o contrário: em uma das conversas apresentadas, Lorrayne teria se oferecido espontaneamente para participar de uma viagem profissional ao Brasil, relacionada a uma gravação envolvendo o jogador Neymar Jr. A assessoria reforça que não houve imposição da empresa e que a participação ocorreu por iniciativa da própria funcionária.

Sobre o episódio mencionado no processo envolvendo uma reunião durante o trabalho de parto, a versão da empresa afirma que o convite teria sido feito por um colaborador que não sabia da situação. Segundo a representante, assim que foi informado, o colega pediu desculpas e encerrou qualquer tentativa de contato.

A companhia também contesta a alegação de rebaixamento profissional. Conforme a assessoria, Lorrayne passou por uma mudança de função, mas manteve um salário considerado acima do padrão para o novo cargo, o que, segundo a empresa, não caracterizaria prejuízo profissional.

Ainda segundo a Beast Industries, a demissão da brasileira ocorreu em meio a uma reestruturação interna conduzida por uma nova gestão. A empresa informa que diversos cargos foram extintos nesse processo, afetando funcionários de diferentes áreas, inclusive homens, e que a decisão não teve relação com maternidade ou reclamações anteriores.

A representante também declarou que os atuais gestores não tinham contato direto com Lorrayne, o que, segundo a empresa, afastaria a possibilidade de retaliação individual. Sobre as acusações de assédio, a companhia afirma que não recebeu denúncias formais durante o período em que a brasileira trabalhou internamente.

O caso segue em andamento na Justiça dos Estados Unidos, onde as versões apresentadas pelas duas partes deverão ser analisadas.

Entenda o caso

Lorrayne Mavromatis entrou com uma ação judicial nos Estados Unidos alegando ter sido vítima de assédio sexual, discriminação de gênero e retaliação após denunciar problemas internos. Segundo o processo, ela ainda teria sido prejudicada durante a licença-maternidade e demitida pouco tempo depois do retorno ao trabalho.

A ação relata um ambiente de trabalho considerado hostil, com condutas inadequadas de executivos e desigualdade no tratamento entre homens e mulheres.

Leia a nota da Beast Industries na íntegra:

“Essa reclamação ‘caça-fama’ foi construída em interpretações errôneas deliberadas e relatos categoricamente falsos, e nós temos os documentos para provar isso. Temos evidência extensiva – incluindo mensagens no WhatsApp e Slack, documentos da empresa e testemunhas – que inequivocamente refutam as acusações dela. Nós não vamos nos submeter a advogados oportunistas que estão atrás de conseguir um salário em cima de nós.”

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