A jornalista e apresentadora Izabella Camargo abriu o coração ao detalhar um dos momentos mais difíceis de sua trajetória pessoal e profissional. Em entrevista ao “Programa Flávio Ricco”, da LeoDias TV, a comunicadora relembrou não só o impacto devastador do diagnóstico de Síndrome de Burnout em sua saúde, como também revelou os bastidores de sua saída da Globo.
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Conhecida por sua rotina nas madrugadas da emissora, onde chegou a apresentar até três telejornais seguidos, Izabella se tornou um símbolo da conscientização sobre saúde mental no ambiente de trabalho. Isso ocorreu após ela sofrer um colapso ao vivo em rede nacional.
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O diagnóstico de esgotamento extremo trouxe consequências imediatas e graves para o corpo e a mente de Izabella. Acostumada a improvisar ao vivo com rapidez, ela contou que perdeu temporariamente habilidades básicas logo após receber o laudo médico.
“Eu não conseguia dirigir e não conseguia compreender texto. O neurologista Fernando Gomes de Melo me atendeu, e eu mostrava para ele textos com vários grifos e dizia: ‘Doutor, eu não consigo entender o que está escrito aqui’”, relatou a jornalista. Apesar de ter recuperado essas capacidades com o tempo, ela admite que ficou com traumas profundos.
O receio de se atrasar também se transformou em um gatilho constante. “Na iminência de atrasar um minuto, mesmo que não seja ao vivo, eu já começo a transpirar. […] Até hoje ainda me sinto ameaçada quando estou perto de chegar no horário”, relatou, destacando que o Burnout não surge de repente, mas é consequência de “anos de ausência de si mesmo”.
A demissão e o isolamento nos corredores
Se o processo de adoecimento já era complicado, o retorno ao trabalho virou um pesadelo. Izabella contou que foi demitida exatamente no dia em que voltou de licença médica, atitude que gerou grande repercussão entre o público e apoio nas redes sociais. “Eu nem imaginava que ao falar sobre o que eu estava sentindo me levaria à demissão”, desabafou.
A jornalista afirmou que a situação se agravou quando a Justiça do Trabalho determinou sua reintegração à emissora. Em vez de retornar ao cargo que ocupava, ela foi rebaixada a funções inferiores e passou a enfrentar um isolamento sutil. O local onde antes realizava seus sonhos se tornou um ambiente hostil.
“Eu tinha que entrar pela escada de emergência e as pessoas me evitavam no corredor, porque até então eu representava algo que nos deixa muito triste”, lembrou. A pressão e o esvaziamento de suas funções foram os gatilhos finais para que a doença desse sinais de retorno, levando Izabella a tomar a difícil decisão de pedir demissão em definitivo, encerrando seu ciclo na emissora para priorizar sua própria vida.


