Aos 75 anos, Galvão Bueno confirmou que a Copa do Mundo de 2026 será a última em que atuará como narrador. Em entrevista ao “Programa Flávio Ricco”, da LeoDias TV, nesta sexta-feira (3/7), o experiente locutor relembrou sua saída da TV Globo, comemorou a nova fase no SBT, comentou o desempenho da Seleção Brasileira no torneio e revelou qual seria o cenário ideal para encerrar sua trajetória nas transmissões esportivas.
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Dono de uma das vozes mais reconhecidas da televisão brasileira, Galvão explicou que a decisão de se despedir das narrações em Copas já vinha sendo amadurecida. Em 2022, ele chegou a se despedir e foi homenageado, mas continuou narrando. Apesar disso, ele descartou uma aposentadoria definitiva do esporte e deixou em aberto a possibilidade de seguir atuando em outras funções.
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De acordo com Galvão, a repercussão positiva da cobertura da Copa de 2026 mostrou que era o momento certo para encerrar esse ciclo na carreira: “Com 80, não sei como vou estar. O sucesso dessa edição está tão grande, graças a Deus, que chegou o momento”. O narrador, porém, destacou que pretende continuar ligado ao esporte. Entre as possibilidades, mencionou atuar como comentarista ou em outros projetos relacionados às transmissões esportivas.
Da saída da Globo ao SBT:
Galvão também relembrou sua despedida da TV Globo após a Copa de 2022. Segundo ele, o fim das narrações na emissora nunca significou um afastamento total do jornalismo esportivo. O narrador destacou que sempre quis seguir trabalhando com esporte e afirmou estar vivendo um momento especial no SBT, emissora responsável pela transmissão do Mundial.
Durante a conversa, Galvão contou que recebeu uma mensagem de familiares de Silvio Santos: “O Silvio, onde estiver, deve estar muito feliz por te ver trabalhando aqui com a gente”, lembrou o locutor, que comemorou a liberdade conquistada no canal paulista. Ele recordou que, nos tempos de Globo, era o único profissional a entrar no “Jornal Nacional” sem roteiro: “Sou muito grato! Nunca vou reclamar, mas no SBT é diferente”.
O Brasil na Copa!
No futebol, Galvão opinou que o Brasil é favorito no confronto contra a Noruega, válido pelas oitavas de final, embora reconheça a força do adversário. O narrador também comentou sobre a principal dúvida do time de Carlo Ancelotti: quem vai ocupar a vaga de Lucas Paquetá, que saiu lesionado contra o Japão e não deve atuar mais na competição.
Na visão de Galvão, a resposta certamente não será Neymar. Segundo ele, o técnico italiano deve manter o camisa 10 como opção para o decorrer do jogo: “Deve ser o Danilo Santos, do Botafogo, e ele guarda o Neymar para um momento importante”, avaliou.
Se pudesse escolher o desfecho perfeito para sua despedida das Copas, Galvão revelou que seria uma semifinal entre Brasil e Argentina.
O confronto, que ele classificou como o maior possível da história das Copas, teria Espanha e França disputando a outra vaga na final: “Seria a maior semifinal da história. É o meu sonho!”, declarou.
A voz marcante de coberturas históricas:
Ao relembrar a trajetória de mais de cinquenta anos de carreira, Galvão destacou coberturas históricas, desde a Seleção Brasileira na Copa do Mundo até as vitórias de Ayrton Senna na Fórmula 1, e celebrou a chance de ter narrado alguns dos momentos mais importantes do esporte brasileiro e internacional.
De forma descontraída, atribuiu o sucesso da carreira à sorte de estar presente em grandes acontecimentos: “O homem lá de cima é meu amigo”, brincou, antes de agradecer o carinho do público e a recepção positiva ao seu trabalho durante a Copa do Mundo de 2026.


