William Gusmão, irmão de Virginia Fonseca, se pronunciou nas redes sociais depois de ser condenado por importunação sexual pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Em um vídeo publicado nesta quinta-feira (9/7), ele afirmou que a vítima agiu de má-fé no momento do episódio e garantiu que não tocou nas partes íntimas de Rauriceia Martins da Costa.
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“Tem tanta coisa errada! Em primeiro lugar, nunca vai existir uma mão minha na bunda dela, porque eu nunca encostei na bunda dela e nunca fiz isso na minha vida. Mas ela insiste em dizer que eu coloquei a mão na bunda. O que aconteceu foi: ela pediu para tirar uma foto comigo, coloquei a mão nas costas dela. Ela disse: ‘Essa foto não ficou boa’. Pediu outra foto, tirei outra foto. Minhas mãos estavam nas costas dela. Ela falou: ‘Outra foto’. Tirei três fotos com essa menina. Depois fui para um canto com um amigo. Ela voltou acompanhada de outra menina gravando atrás dela e começou a xingar minha mãe e minha irmã do nada. Percebi que ela era muito maldosa e queria algo errado comigo. Ela sumiu porque eu não fiz nada. Ela queria que eu tivesse feito algo físico com ela”, relatou ele no post compartilhado nos stories do Instagram.
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William disse que acredita ter sido alvo de uma armação. “De repente, ela volta do nada e fica na minha frente. Quando olhei para o lado, outra menina, que acredito ser namorada dela, estava filmando de longe. Levei um susto. Ela colocou o rosto bem na minha frente, tentando um beijo. Empurrou o rosto dela na minha direção. Me assustei e saí. Na terceira vez, falei para meu amigo: ‘Vamos embora porque essa menina está mal-intencionada’. E não é que ela volta de novo, com a mesma menina filmando, vindo para me abraçar? Tem um vídeo em que estou com os dois braços abertos. Ela queria contato físico comigo.”
“Ela começa a xingar minha mãe e minha irmã novamente. Tentou uma agressão física. Só não conseguiu porque percebi a intenção dela. Depois disso, voltou mais uma vez. Tentou arrancar algo de mim. Eu estava com os braços abertos porque não queria encostar nela”, acrescentou.
O irmão de Virginia declarou que considera ser ele a verdadeira vítima da situação. “O mais absurdo é que havia vários seguranças no local. A pessoa que sofre importunação sexual, a primeira coisa que faz é gritar para o segurança. Ela nunca fez isso. Estava preocupada apenas em gravar e enviou para o Leo Dias as gravações. Não é estranho, para uma mulher que diz ter sido importunada sexualmente, não ter feito nada, não ter gritado e, de repente, o vídeo estar no Leo Dias, um vídeo em que eu não faço nada e ela está em cima de mim? Quem foi importunado fui eu”, disse.
O processo no qual William foi condenado tramita na Justiça desde 2023. Segundo informações do portal LeoDias, os desembargadores consideraram que havia provas suficientes para condená-lo por um dos dois casos de importunação sexual descritos na denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO). Com relação ao segundo fato, a absolvição foi mantida.
Entenda os episódios investigados
A denúncia do Ministério Público de Goiás apontava que William teria cometido dois atos diferentes de importunação sexual durante a festa “Revoada”, que aconteceu em 2 de abril de 2023, em Jussara (GO). O Tribunal analisou cada situação separadamente e chegou a decisões distintas.
O primeiro episódio, que resultou na condenação, ocorreu quando Rauriceia pediu para tirar uma foto com William. De acordo com o relato da vítima, ela o abraçou para a foto e, enquanto uma amiga fazia um boomerang, o empresário teria colocado a mão por dentro da calça dela e tocado suas partes íntimas sem consentimento.
O segundo episódio teria acontecido pouco tempo depois, na área dos veículos estacionados. Segundo a denúncia, William teria se aproximado de Rauriceia dizendo que procurava um amigo e, nesse momento, voltou a colocar as mãos por dentro da roupa dela. A vítima contou que, diante da situação, Juliana questionou o empresário: “até que horas você vai enfiar a mão na roupa dela?”.
Em seguida, conforme o relato, o casal resolveu registrar uma possível nova abordagem e procurou um segurança para relatar o caso. Apesar das acusações, os desembargadores entenderam que não havia provas suficientes para confirmar esse segundo episódio. Por isso, mantiveram a absolvição em relação a esse fato e restringiram a condenação apenas ao primeiro ato descrito na denúncia.


