Alerta gatilho: este conteúdo aborda violência contra mulheres e pode ser sensível. Caso esteja em situação de risco, busque ajuda imediatamente. Ligue 180 ou procure delegacias especializadas e centros de atendimento à mulher.
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A jovem Alana Anísio Rosa, de 20 anos, falou pela primeira vez sobre a tentativa de feminicídio que sofreu dentro de casa, em São Gonçalo (RJ). Ela publicou um apelo em defesa da segurança das mulheres e convocou uma manifestação pedindo justiça antes da primeira audiência do caso. Em fevereiro, Alana foi atingida por cerca de 15 facadas por um homem que teve suas investidas amorosas rejeitadas.
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Nas redes sociais, a vítima pediu para que o caso não seja esquecido: “Apesar de eu ter sobrevivido, o que não acontece com muitas outras mulheres, o que aconteceu ainda é brutal. Nós, mulheres, não estamos seguras na rua, no trabalho, na academia e nem mesmo dentro de casa, onde deveríamos estar protegidas”.
Alana continuou e chamou para uma manifestação: “Isso não pode ficar impune. O agressor precisa receber a punição mais dura possível. As leis devem ser mais severas, mais rígidas. A sociedade não pode aceitar que mulheres sejam silenciadas e que o nosso não não seja respeitado. É fundamental que o agressor cumpra o maior tempo possível de prisão”.
“A sociedade não pode aceitar que mulheres sejam silenciadas e que o nosso ‘não’ não seja respeitado”, reforçou a jovem, que também agradeceu pelas orações recebidas durante sua recuperação. A primeira audiência do caso está marcada para o próximo dia 15, às 14h, no Fórum do Colubandê, em São Gonçalo.
Alana foi atacada em 6 de fevereiro. O suspeito, Luiz Felipe Sampaio, invadiu a residência e desferiu golpes de faca contra a jovem. Segundo a mãe dela, Jaderluce Anísio, a vítima sobreviveu porque a mãe chegou em casa e o agressor parou o ataque. Alana teve ferimentos no rosto, pescoço, ombros, braços e mãos. Ela ficou cerca de um mês internada, passou por diversas cirurgias e recebeu alta em 4 de março.
Luiz Felipe nunca teve relacionamento com a vítima. Conforme a família, ele a conheceu pelo Instagram e teria ficado “apaixonado” depois de vê-la na academia. O acusado passou a enviar flores, chocolates e bilhetes assinados como “admirador secreto”. Ele se identificou em dezembro, quando a pediu em namoro, mas foi rejeitado. O suspeito foi preso em flagrante.



