A apuração que resultou na denúncia contra Deolane Bezerra por suspeita de lavagem de dinheiro aponta que o nome da influenciadora já era observado por autoridades desde 2014. Segundo fontes ligadas ao caso ouvidas pelo portal LeoDias, o interesse inicial das autoridades surgiu devido ao relacionamento dela com um membro do PCC, que era um dos alvos das investigações.
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De acordo com essas fontes, durante esse relacionamento, Deolane adotou Giliard Vidal dos Santos. Ainda conforme os investigadores, ela aparecia como acompanhante do então parceiro nos registros analisados durante a investigação.
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As informações apuradas pelo portal mostram que, ainda em 2014, Deolane começou a atuar como advogada. Após o término desse relacionamento, ela teria iniciado um novo envolvimento com outro indivíduo apontado pelas autoridades como integrante da mesma facção criminosa, o que, segundo as fontes, manteve seu nome sob acompanhamento dos investigadores.
Repasses financeiros
A investigação também aponta que Deolane teria recebido valores de um operador financeiro ligado ao esquema investigado. Segundo consta nos autos, a acusação afirma que recursos desviados de uma transportadora eram posteriormente repassados para a influenciadora. Essa é uma das hipóteses utilizadas pelo Ministério Público para fundamentar a denúncia apresentada à Justiça.
Outro ponto levantado durante as investigações diz respeito ao aumento do patrimônio de Deolane após ganhar destaque nacional devido ao relacionamento com MC Kevin. Segundo pessoas próximas ao caso, os investigadores passaram a monitorar mais de perto suas movimentações financeiras após o crescimento de sua exposição pública, já que havia expectativa de que a popularidade dela impulsionasse novos negócios e receitas.
Ainda conforme fontes da investigação, em um período de cerca de quatro meses, teriam circulado aproximadamente R$ 140 milhões por contas ligadas à influenciadora, enquanto os rendimentos declarados no mesmo intervalo seriam de cerca de R$ 600 mil. Essa diferença é uma das linhas de apuração das autoridades.
Deo Beauty entrou na investigação
Os autos do processo também citam a marca de cosméticos Deo Beauty, empresa que, segundo apuração do portal LeoDias, pertence a Deolane Bezerra e a Giliard Vidal dos Santos.
No processo, há menção a um crédito de cerca de R$ 475 mil vindo de um aplicativo de e-commerce. Conforme fontes da investigação, quando essa movimentação foi identificada, em 2023, a Polícia Civil ainda não sabia da existência da marca de cosméticos.
Segundo as mesmas fontes, os investigadores destacaram que, naquele momento da apuração, não encontraram documentação fiscal que justificasse a entrada desse valor nas contas da empresa. A movimentação passou então a ser analisada nas diligências financeiras do inquérito.
Nos últimos meses, a Deo Beauty ampliou sua atuação comercial, inclusive com a abertura de quiosques em shoppings.
Na última quarta-feira (1º/07), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou mais uma tentativa da defesa de conseguir a liberdade de Deolane Bezerra. O pedido de habeas corpus, que também solicitava prisão domiciliar por ela ser mãe de uma pré-adolescente, foi negado pelo ministro relator.
A defesa de Deolane Bezerra pode se manifestar sobre os fatos apresentados. O espaço segue disponível para posicionamento.


