A investigação da Polícia Federal sobre as fraudes relacionadas ao INSS voltou ao centro do debate após declarações do senador Carlos Viana (Podemos-MG). Segundo o parlamentar, a apuração envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estaria sendo prejudicada pela falta de efetivo da corporação. A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que precisa de mais tempo para concluir a análise do material apreendido na investigação.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Política Rápida, Carlos Viana afirmou que apenas dez servidores estariam atualmente dedicados ao caso, quando, segundo ele, seriam necessários cerca de 40 policiais para dar andamento às investigações.
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Ainda conforme o parlamentar, delegados que atuavam na apuração teriam sido retirados da equipe, e a coordenação do inquérito foi alterada após o pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva.
A quebra dos sigilos de Lulinha foi autorizada pelo ministro André Mendonça, a pedido da Polícia Federal, no âmbito da investigação que apura possíveis irregularidades relacionadas aos descontos indevidos em benefícios do INSS.
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Segundo a Folha de S.Paulo, a Polícia Federal comunicou ao STF que necessita de mais prazo para analisar celulares, computadores, HDs e demais materiais apreendidos na Operação Sem Desconto. A corporação alegou limitação de pessoal para concluir essa etapa da investigação dentro do prazo inicialmente estabelecido.
Até o momento, não há confirmação oficial da Polícia Federal de que a retirada de delegados ou a limitação de efetivo tenha ocorrido por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou com o objetivo de interromper as apurações. A investigação segue em andamento.


